Relatos e Fotos

Bem-vindos ao meu BLOG! Emitam seus "pareceres"!!!



Segunda-feira, Outubro 11, 2004

Escova, escova, escova...

...Dá uma escovadinha! Adoro meus cachinhos: me deixa mais jovem (pra não dizer com cara de adolescente), mas confesso que os fios lisos me fazem sentir mais feminina.

Querendo ou não, a ocasião exige um trato no visual: Para quem ainda não sabe, na próxima quarta estarei ingressando no serviço público e terei de participar de uma solenidade de posse.

Difícil foi explicar essa necessidade a um amigo. Veja o diálogo:

- Daqui a pouco continuamos o papo... O cabeleleiro acabou de chegar.

- Para que?

- Arrumar meu cabelo... para a posse, lembra?!

- Sim, só não entendo o porquê de ter de escovar os cabelos...

- Formalidades, amigo... formalidades!

- Como assim? Que lei exige isso?!

- Digamos que seja uma "formalidade moral"... Entende?

- Hum hum...

postado por: Flavinha 9:14 PM


Fale aí: Domingo, Outubro 10, 2004

Intimidade Indecente

Estava meio decepcionada com os espetáculos do TCA, mas as últimas duas peças me fizeram ter novamente respeito pela casa.

Ontem foi dia de comédia romântica, mas não do tipo melosa... Uma verdadeira lição de vida encenada por Marcos Caruso e Irene Ravache, através do simpático casal Mariano e Roberta.

Encontros e desencontros temperados com paixão, sexo, traição, companheirismo, abandono, carência, ilusão, preconceito, solidão e AMOR. Ah, o amor... o sentimento que move o mundo!



E por falar nisso, não tem muito a ver com o contexto do post, mas não posso deixar de dizer que AMO DEMAIS A MINHA MAMÃE!!!

postado por: Flavinha 6:48 PM


Fale aí: Sexta-feira, Outubro 08, 2004

A gente se acostuma...

Lembro-me que há algum tempo levávamos uma vidinha mais simples e fazíamos coisas que, atualmente, julgamos impossíveis.

Ir à praia com cadeira, sombreiro e sacola cheia de biscoito, procurar um espaço vazio na areia e montar "acampamento" e só comprar o necessário: Picolé Capelinha, que ainda é meu vício... Ou ir para o Comércio e Av. 7 atrás de roupas e material escolar mais baratos.

Não ligávamos para conforto... Ainda voltávamos felizes da vida, com pés sujos de areia (ou de lama, se estivesse chovendo).

Anos passaram e nos tornamos escravos de "shopping", onde esquecemos a hora até constatarmos que já anoiteceu e não compramos nada que procurávamos... Ou que, se compramos, pagamos bem mais caro!

E as barracas de praia então? A gente nem precisa se levantar pra lavar as mãos sujas de caranguejo...

postado por: Flavinha 11:53 PM


Fale aí: Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Viver não dói...

Já que não atualizo o blog desde de domingo e estou meio sem assunto, escolhi esse textinho de Carlos Drummond de Andrade, que éuma fonte de aprendizado. É longo, mas VALE A PENA!!!

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado
e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todasas cidades que gostaríamos de ter conhecido
ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado
e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela
nossas + profundas angústias se estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não pq envelhecemos,
mas pq o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim q mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas c/ as quais sonhamos
e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor q não damos, nas forças q não usamos,
na prudência egoísta q nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

postado por: Flavinha 9:39 PM


Fale aí: Domingo, Outubro 03, 2004

A Dona da História

Mais uma vez, o cinema brasileiro surpreende! Além de intrigante, o filme traz um elenco que dispensa comentários: Marieta Severo, Antônio Fagundes, Débora Falabella e, o internacional, Rodrigo Santoro.

O filme retrata a crise existencial de Carolina que, aparentemente, abandona o sonho de ser atriz para viver um grande amor. Aos 50 anos, ela questiona a validade desse amor e tenta "reinventar sua história", imaginando diversas possibilidades.

"Cada um compõe a sua estória e cada ser em si
carrega o dom de ser capaz, de ser feliz"

(Tocando em Frente - Almir Sater)

postado por: Flavinha 9:43 PM


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Bohemia: há quanto tempo!

Após algum tempo de reclusão (momento de introspecção involuntária e repulsa aos lugares da moda), fui ao Bohemia ontem e me surpreendi: aquele lugar está ótimo!

Música pop de boa qualidade e muita gente bonita, sem contar que lá servem o melhor queijo coalho na chapa de Salvador e uma novidade: SAQUÊROSKA (isso mesmo, saquê ao invés de vodka).

Como em qualquer POINT de paquera, também percebi alguns olhares compridos direcionados a minha pessoa, mas confesso que ando tão tímida que nem sei mais como corresponder. Preciso treinar! Risos...

postado por: Flavinha 10:09 AM


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Teatro Castro Alves, casa cheia!

"Cócegas" é record de público na sua segunda temporada em Salvador.

De forma divertida, a peça retrata situações cotidianas, protagonizadas por Heloísa Perisée e Ingrid Guimarães (atrizes de SOB NOVA DIREÇÃO), que dão show de interpretação e performance corporal.

Além disso, durante duas horas, as meninas conseguem prender a atenção do público com suas hilárias personagens (incluindo a adolescente Taty).

Quem não foi, perdeu a oportunidade de assistir uma comédia inteligente, atraente e que, ENFIM, não apela para a vulgaridade!

postado por: Flavinha 9:34 AM


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